
No decorrer da semana, segunda a sexta feira, almoço em um self-service, onde conheci uma garçonete.
Devido meu hábito de brincar, logo fiz amizade com a jovem e dizia: Que seria de mim se no deserto você não existisse para sanar minha sede trazendo água. Eu repetia a brincadeira quase sempre.
Achando engraçado minha iniciativa, falou para os demais funcionários que eu era seu amigo. "Amigo taxista". O caso passou a ser motivo de gozação e todos passaram a me tratar da mesma maneira. "Meu amigo taxista".
Na segunda feira 16/08, constatando sua ausência indaguei: A onde está minha amiga taxista?
A pessoa que estava na balança, falou: Morreu. Não conseguiu mais me olhar, virando as costa.
Fiquei incrédulo e chegando ao meu lado, o proprietário do estabelecimento falou:
"O acidente de sexta feira, ocorrida na segunda ponte com moto, foi ela a vítima que o ónibus passou por cima do corpo".
Embora com dezessete anos, rosto de criança, inocência jovial, mais um corpo de mulher, não ouviremos mais sua meiga voz.
É a vida e um dia a morte. O infortuno de uma tragédia, dói.
ASSIM EU DIGO.
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Fico grato antecipadamente pela sua atenção e vamos lá.